quarta-feira, dezembro 08, 2010

preciso-me

estou a fraquejar, não me encontro em canto algum dentro de mim, já não me reconheço a mim própria. os meus actos não são os mesmos, a minha mente não é a mesma e eu simplesmente não consigo ver como realmente sou, não consigo dar a entender o que realmente sou, e poucas são as fontes de recepção que me entendem como realmente me devem entender. preciso de mim, é a mim mesma que preciso de encontrar. rapidamente. desespero apodera-se de mim. não consigo continuar assim. preciso-me.

segunda-feira, dezembro 06, 2010

transbordo por palavras tudo aquilo que sinto (por vezes até o que não sinto) não me sei esclarecer doutra maneira senão esta. nada me transparece tão bem, como as palavras que de mim saem.

amor?

corria que nem louca, sem destino, e sem querer, entrei num novo caminho. fui à descoberta, olhei para todos os cantinhos, só pensava no quão esquesito era, tão novo e fresco. onde irei parar? pensei. continuei, de mão dada com o (supostamente pensava eu), amor. sorri, ri, fui feliz, vivi todos os momentos com o maior do entusiasmo. senti com todo o coração aquilo que via, aquilo que estava ao meu lado, aquilo que se punha no meu caminho. senti com força e força. tropecei montes de vezes, encontrei imensas pedrinhas e pedragulhos no caminho, alguns guardei porque os achava interessantes, outros simplesmente ignorei, pensando não voltar a ve-los. enganada, continuei o meu caminho, pensando no quanto feliz estava, sem ver que para trás só deixava marcas jamais inalteráveis. nunca me passou pela cabeça no quão mal me estava a fazer. nem sempre o amor esteve do meu lado, muitas vezes dava por mim de mão dada com o odio, com a raiva e até mesmo com o engano. não sabia porquê, nem como. ignorei e continuei sempre à procura daquele que me deu a mão desde inicio. até que cheguei a um cruzamento, tive de fazer escolhas, tive de novamente seguir outro caminho, e o amor? o amor simplesmente me deixou continuar sozinha, dando-me pontapés, puxando-me para baixo e não me deixava subir, não me deixava continuar. não percebia o porquê, não percebia porque razão não me deixava ir, ou porque razão não me acompanhava. porquê? egoismo, tudo se resumia a egoismo. não me queria ver feliz, não me queria acompanhar, porque sabia que iria sempre haver uma barreira, atalhos diferentes e que provavelmente não nos voltariamos a encontrar tão cedo. eu acreditava que sim, acreditava que por mais longe que estivéssemos, o sentimento iria ser muito mais forte, iria superar tudo. mas o amor, o amor foi egoista, foi hipocrita, e ensinou-me que não só é preciso amar, mas como também é preciso SABER amar. e o próprio amor, não sabe o que é amar. nunca soube. e duvido que algum dia saberá. primeiro tem de aprender a respeitar, tem de aprender que nem tudo se resume a contacto fisico, o sentimento também manda. e mais importante que sentir e tocar, é saber estar nas duas situações, separando-as, e aprender a viver com as duas. sem receio. nem egoismo.
deixa correr, vive com intensidade cada momento, porque amar é uma arte, é um auge que poucos alcaçam. é preciso força, é preciso saber amar, é preciso entender e responder correcto. saber corresponder. aprender e evoluir. tropeçar, cair e levantar. sabedoria acima de tudo, não basta sentir, tem se saber o que se sente, ter a certeza do que se quer, para não magoar, para não fazer rasteiras, não deixar cair outro aos nossos pés. amar, é respeitar e saber respeitar. não é querer, não é puder. é saber.

domingo, dezembro 05, 2010

"Eu tenho ideias para novelas, tu tens ideias para a vida" José Saramago ( http://www.youtube.com/watch?v=aawP5PlTgXQ )

segunda-feira, novembro 29, 2010

domingo, novembro 28, 2010

us

Durante a minha longa jornada, decidi pôr tudo de parte, desviei-me do caminho que seguia rigorosamente, insegura e sem saber o que me esperava, avancei calmamente, explorei, observei, saboreei o que encontrei e gostei. Acabando por descobrir que foi a melhor escolha, foi o melhor desvio que podia ter feito. Sinto-me bem e feliz. Finalmente posso respirar com calma e desfrutar de um bom sentimento, de tranquilidade e de uma boa paz interior. Estou a adorar este estranho sentimento que se apodera de mim sem saber o porquê. E sabem que mais? Nem questiono, não me interessa o porquê, não me interessa a razão por que está a acontecer. Apenas quero desfrutar como se não houvesse amanhã, quero viver, e quero que vivam comigo. Adoro-vos, e tenho a certeza do que digo. Vivam comigo, e não questionem o amanhã, porque o amanhã não interessa, o que realmente nos faz crescer e ser felizes é o AGORA, o instante, o momento, a magia do acontecimento. Naturalidade.

terça-feira, outubro 26, 2010

desculpem-me

Sinceramente, não sei por onde começar, nem como explicar. Começo por pedir desculpa, peço desculpa por não estar a mostrar quem realmente sou. Peço imensas desculpas, não sinto que estou a ser sincera com voces. Sinto-me uma mentirosa, uma estupida, inutil. E estou a desiludir-vos, eu sei. Para mim voces sao tudo neste momento, não me imagino nesta nova fase da minha vida, sem voces. Peço desculpa IMENSA DESCULPA, por não vos ter agradado. Estou a sentir-me mal por isso. Estou a sentir-me mal comigo mesma. Preciso de um mega beijo, e um mega abraço. Sinto vontade de vos apertar pra sempre, SEMPRE. Não sei mesmo como explicar-vos o que sinto. Mas o que preciso mesmo é do vosso maior apoio. Desculpem-me. Adoro-vos. Catarina, Daniela, Rebecca, Adriana, Joana, Cintia, Marta.

sexta-feira, outubro 15, 2010

quero-te, mas não te digo.

E ao fim de tudo, acabou. o meu coração chora, mas os meus olhos secaram completamente. Não consigo transmitir em palavras o que sinto, não sei explicar o que sinto com um olhar, é impossivel alguém compreender o que me vai na alma, o que me corroi o coração, é impossivel. não o sei transmitir, não o sei explicar, e simplesmente nem quero falar. estou seca, vazia, inutil. não sou nada neste momento. zeros. fui-me completamente. e nada me consegue tirar deste poço sem fundo, que cada vez me parece mais fundo, não consigo ver-lhe o fim, não consigo imaginar o que poderei encontrar depois da queda, não sei o que me espera. será a felicidade que espera por mim? será a angustia? raiva? dor? sofrimento? um vazio sem fim? não aguento. mal posso esperar por ver a luz no final (se é que ele existe mesmo), mal posso esperar para ver o que me espera. mal posso. mal mesmo. já não me corre sangue, mas sim dor, sofrimento, tristeza, angustia, carência, isso sim, corre-me nas veias. e não aguento. não consigo sair sozinha deste buraco, não consigo fugir de mim mesma. não consigo fugir dos meus proprios maus pensamentos. simplesmente, não tenho forças, não tenho vontade própria. apenas tenho vontade de cair, rastejar, tornar-me transparente (se é que não o sou já). bah, quero ajuda, mas não quero. quero-te, mas não te digo.